Safári na África do Sul: reserva privada ou parque nacional ?

Kruger area safari África do Sul
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Há muita confusão a respeito das possibilidades de safári na África do Sul. Para entender qual a logística mais adequada, as enormes diferenças de preço e as melhores opções para cada perfil de viajante, o primeiro passo é compreender as diferenças básicas entre uma reserva privada e um parque nacional. Neste post, estamos abordando especificamente a região do Kruger, a melhor região de safári na África do Sul, somente para fins didáticos. Boa leitura!

1. O que é uma reserva privada de safári ?

Uma reserva privada (alguns preferem o termo reserva privativa) é uma área de savana, cercada e de propriedade privada, com animais selvagens vivendo livremente (sem alimentação ou cuidados) em seus domínios. Possui estrutura de hospedagem e gastronomia para receber hóspedes. Em geral, a estrutura é sofisticada, mas sempre em harmonia com a natureza. As diárias são cobradas por pessoa (não por quarto) e superiores em comparação aos parques nacionais. As atividades de safári e refeições estão inclusas na diária.

Algumas reservas privadas também podem estar localizadas dentro do parque nacional (concessões, como Singita Lebombo ou Jock Safari Lodge) ou na fronteira com o parque, sem cercas (como Sabi Sands ou Timbavati). Mas o exemplo clássico são reservas em sistemas fechados e cercados, sem contato com o parque, como Kapama ou Karongwe.

Leia mais: Kapama: A reserva de safári mais conhecida no Brasil

2. O que é um parque nacional ?

Um parque nacional é uma área de propriedade governamental, sob jurisdição federal, com fauna e flora sob proteção. Normalmente, são maiores em extensão que as reservas privadas, possuem estrutura de visitação e oferecem serviços turísticos, acomodação e alimentação. Na África do Sul, todos os parques nacionais (não confundir com os parques provinciais, de jurisdição provincial) são gerenciados pelo South African National Parks, entidade pública subordinada ao Departamento de Assuntos Ambientais do governo sul-africano.

O Kruger National Park, o mais famoso deles, possui uma área equivalente à Eslovênia ou Israel. Se preferir, metade da Holanda ou Suiça. A hospedagem é funcional, sem a sofisticação das reservas privadas, mas com excelente estrutura e preços mais em conta. A entrada no parque (conservation fee), atividades de safári e refeições não estão inclusos na diária de hospedagem.

3. Qual a melhor logística para cada um deles ?

No caso das reservas privadas, é mais comum voar até a reserva (muitas possuem campos de pouso) ou até um aeroporto nas proximidades. De lá, a reserva fornece transporte rodoviário até o lodge. Também é possível utilizar automóvel alugado, que ficará estacionado na reserva durante a estadia.

Para visitar o parque nacional é mais conveniente alugar um automóvel (viagens independentes) ou integrar um grupo pré-organizado (viagens guiadas). A taxa de conservação é paga na entrada, tanto para visitantes diurnos (que apenas passam o dia no parque) como para os que pernoitam no parque.

4. Qual a melhor opção para uma primeira experiência de safári na África do Sul ?

Se valores mais altos não forem impedimento e houver restrição de tempo para o safári (máximo de duas a três noites), a reserva privada oferece uma série de vantagens:
.maximiza o tempo disponível, crucial quando há restrição;
.safáris guiados por especialistas (rangers);
.maiores chances de encontrar os animais, em menor tempo;
.educa e informa corretamente sobre a vida selvagem, com responsabilidade ambiental e critérios de sustentabilidade.

Tudo isso com o devido conforto e assistência, para que se possa extrair o máximo de uma primeira experiência de safári.

5. Qual a recomendação geral da ACT ?

A experiência de safári é um aprendizado gradual sobre natureza e vida selvagem, que vai muito além de encontrar os animais. Para quem possui interesse em expandir os conhecimentos no tema e maior tempo disponível, recomendamos a combinação das duas opções. Conhecer ambas estruturas é uma experiência complementar e oferecida em alguns dos nossos roteiros Journeys, como o South Africa Experience.

Com restrição no tempo disponível e sem experiência prévia em safári, as reservas privadas, desde que escolhidas com o devido critério, funcionam com maior eficiência e atingem os objetivos em menor espaço de tempo. Além de oferecer inúmeros diferenciais, luxo e sofisticação.

Para iniciados em safári e amantes da natureza, os parques nacionais também são uma ótima opção. Possibilitam custo mais baixo, liberdade e independência. Entretanto, demandam maior tempo, programação adequada e conhecimento do assunto.

Leia mais: Por que comprar um pacote de viagem da ACT para a África?

Adriano Lucchesi é administrador de empresas (FGV), MBA em economia do turismo (FEA-USP), fundador da Atlantic Connection Travel (1996) e da ACT Afrika Tours & Safaris (2009), operadoras de viagem especializadas em África e Ilhas do Índico, com sedes em São Paulo, Cape Town e Odessa.

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